quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ases (Parte I - Ás de Espadas): Capítulo 03




spades Capítulo 03 spades
‘Foi só então que ela percebeu que estava sentada sobre ninguém mais ninguém menos que Lorde Alexander Seymour, Marquês de Hertford.’



MAKING-OF

Quando publiquei o segundo capítulo, observei que já tinha começado esse terceiro... na verdade, esse capítulo de hoje seria o segundo, não fosse pelo fato de que Thomas ainda tinha algumas coisas a falar antes que eu pudesse passar a palavra a Amelie e Alex...

Vejamos o que posso dizer sobre esse capítulo... Eu me diverti horrores planejando nos mínimos detalhes a queda de Amelie sobre Alexander... Especialmente ao me concentrar nos pensamentos dos dois...

Alguém mais já percebeu o quanto Alex se acha? Sério, ele tem o rei na barriga, é totalmente convencido e eu não duvido que ele pare diante de todo espelho para poder admirar a própria imagem... e, apesar disso, eu ainda gosto dele...

E é exatamente por conta dessa qualidade que, no futuro, ele vai levar na cabeça. Grandes planos, grandes planos... hehehehe...

Ok, curiosidades sobre esse capítulo... os nomes dos criados. Sério, eu tenho um sério problema em encontrar nomes, porque sempre fico rodeando e rodeando tentando encontrar algo que se ajuste perfeitamente ao espírito do personagem... e, quando o dito é um secundário, aí é que a porca torce o rabo, porque nunca sei muito bem o que fazer deles...

Então, a poodle da Amelie se chama Charlotte porque... eu estava lendo Pride and Prejudice and Zombies e a Charlotte estava lá se transformando em zumbi... e eu estava procurando um nome para a cadelinha... e uma coisa levou a outra...

É, eu sei, sou uma pessoa sem noção...

Nosso mordomo, Sebastian, tem seu nome tirado do... mordomo Sebastian de Kuroshitsuji... Com a diferença de que meu Sebastian não é um criado mefistofélico por quem seu amo vendeu a alma...

Sério mesmo, de onde eu faço essas conexões absurdas?

Por fim, Grace se chamou Grace porque na hora que eu estava procurando um nome para a coitada da criada da Amelie, começou a tocar Amazing Grace na playlist. O que mais eu podia fazer?

Não respondam...

Engraçado é que escrevi esse capítulo em, exatamente, duas sentadas. As primeiras quatro, cinco páginas, até a entrada de Charlotte, foram anteriores ao segundo capítulo... e o resto foi hoje, de uma só feita, quase um mês depois de tê-lo começado.

Achei que seria mais rápido para escrevê-lo, porque eu tinha toda a cena já desenrolada na cabeça... Mas, ao final das contas, a coisa ficou travada no meio do caminho e só hoje consegui desentupir.

Não há muitas curiosidades de época nele, então, sem novidades no anexo por hoje. No entanto, nunca se sabe quando vou adentrar de novo nas aulinhas de história, então, fiquem ligados.

No próximo capítulo, voltamos a Thomas e Emily e, se tudo der certo, teremos um convite para um baile... E planos mirabolantes da parte do marquês.

Falando em marquês, aí vai outra curiosidade... no meu esboço inicial de Ases, Alexander era uma nobre falido, que precisava se casar com uma moça que tivesse um bom dote para reerguer seu legado... Acabei abandonando esse plot (e também aquele em que Emily era, na verdade, ladra e irmã da mulher morta de Thomas... Cara, isso ser uma dramalhão mexicano...), não sei exatamente porquê... Acho que porque eu prefiro Alex arrogante e brincalhão em vez de caça-dotes.

Afff...

TRILHA SONORA


clique na imagem para fazer o download


Não deixem de baixar a trilha de Ases... prestem atenção nas letras das músicas; elas revelam muito do que virá a acontecer nos próximos episódios desse EMOCIONANTE folhetim.

E não deixem de comentar! Façam sua boa ação do dia e deixem uma criança feliz! De boa ação em boa ação, vocês farão sua escada para o céu e, tenho certeza que fazer essa criança aqui feliz conta pontos!

Comments, comments, comments!

(NOM, NOM, NOM... MIM SER ZUMBI! Ok, me deram remédio demais para gripe, não tô mais fazendo sentido...

Ei, quando é que eu faço sentido???)

editado - 27.11.09: no meu afã de publicar o capítulo ontem e escrever o making-of quase às pressas e sob forte efeito de medicamentos contra gripe, esqueci de fazer menção à Cook. Cook, a cozinheira, recebeu esse nome por causa do filme Bons Costumes. Fiquei com a cena da Larita dizendo que não vai chamar a cozinheira por um verbo (to cook - cozinhar) na cabeça e por isso minha própria cozinheira de Ases é um verbo.

Não acredito que vim aqui só para aditar isso ao texto... Ainda é o efeito dos remédios...

A Coruja

Remexendo no baú de memórias


Foi só depois que o notebook chegou e a velha CPU já era que me toquei de que não tinha mais o que fazer com meus disquetes antigos. Na época, nem me toquei que algumas das minhas histórias mais antigas - as primeiras coisas que escrevi, mesmo aquelas absolutamente sem noção - só estavam salvas neles.

Até que fui arrumar a seção de Corujices do Coruja (vide coluna ao lado) com as histórias originais que tinha publicado com o decorrer dos anos. Descobri então que o geocites tinha deletado minha primeira história de fantasia envolvendo vampiros e outras criaturas afins.

Comecei a arrancar os cabelos, é claro, visto não conseguir encontrar Relicário em nenhum dos meus inúmeros backups (tenho pelo menos uns cinco, entre emails, cds e o pen-drive - aprendi a fazê-lo por causa do meu irmão e seus sentimentos vingativos, que me fizeram perder um mundo de coisas quando ele decidiu deletar minha pasta de escritos porque eu tinha deletado o jogo de pókemon dele do computador...). E ninguém tinha ela salva em canto nenhum também.

Finalmente, contudo, consegui uma alma caridosa com um computador que lia disquetes (valeu, Dani!) e encontrei não apenas Relicário como uma série de outros esboços de histórias de cinco, seis anos atrás, incluindo os estudos originais de Hades e até minhas crônicas sem noção sobre os professores da faculdade de jornalismo.

Vou depois fazer uma triagem no material para ver o que dá para aproveitar... Talvez eu poste tudo por aqui, mesmo as histórias que foram deixadas de lado, apenas por uma mera curiosidade.

Quanto a Relicário... como essa é uma história que já tinha sido postada no Expresso, republiquei ela exatamente do jeito que estava, sem quaisquer edições. Enquanto organizava as coisas para postá-la (odeio códigos html...), dei uma lida por cima e, caramba... de 2003 para cá, eu espero ter mudado um pouco... Para começar, espero que eu tenha aprendido a não repetir milhares de vezes uma mesma palavra em cinco parágrafos diferentes...

Em todo caso... Relicário é uma história especial para mim porque (1) foi minha primeira história totalmente original não inspirada em pessoas que eu conhecia e que chegou a um final; (2) rendeu uma das mais memoráveis campanhas de RPG de que participei e (3) tem um vampiro, uma nefilim (meio anjo) e um cavaleiro templário e serve como prólogo para minha épica saga do Ragnarock/Apocalipse/Gehenna a qual nunca cheguei a escrever...

Embora eu tenha encontrado também todos os meus roteiros para ela...

Enfim, estou disponibilizando ela de volta para quem quer que tenha curiosidade de lê-la. E, quem sabe? Talvez agora que reencontrei os "escritos perdidos da Lulu" eu me anime a escrever sobre o fim do mundo...

Mas antes eu tenho que cuidar do meu romance água-com-açúcar no período da Regência.

Oh, céus...

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A Coruja

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Jonathan Strange & Mr. Norrell: The Movie


Estava eu dando uma lida nos blogs que acompanho quando dei de cara com uma referência a um dos meus livros favoritos, Jonathan Strange & Mr. Norrell.

Lembrei então que tinha lido sobre a adaptação do livro para o cinema e fui atrás do IMDb para descobrir se havia novidades. E, finalmente, o filme aparece lá, com a notícia de que foi anunciado para 2010 (essa confirmação é de outubro último).

Não há ainda notícias sobre elenco ou diretor, o que me faz ficar um pouco com o pé atrás se realmente estréia ano que vem... Mas, se for, esse vai ser um filme pelo qual esperarei contando os dias!


A Coruja

Comédias românticas com um toque a mais...


Dando uma de Pollyana - até que não foi tão ruim passar essa semana gripada, sem conseguir dormir porque toda vez que me virava na cama o nariz colava e eu ficava sem conseguir respirar... Como não conseguia dormir mesmo, passei as duas últimas madrugadas assistindo filmes... Minha pilha de DVD’s diminuiu consideravelmente de segunda pra cá.

Comentando rapidinho minhas impressões dos que mais gostei até agora (os que eu estava mais ansiosa por assistir também)...

500 Dias com Ela ((500) Days of Summer)



Adorei esse filme. Achei uma sacada muito legal a de não contar a história de forma linear, mas através das “lembranças seletivas” do personagem principal. Tom é um cara ingênuo e apaixonante, romântico à moda antiga, do tipo que acredita em alma gêmea e destino; e tem uma cara de filhotinho chutado que dá vontade de colocá-lo no colo.

Uma das cenas com que mais me diverti é aquela em que depois de dormir com a Summer pela primeira vez, ele sai na rua dançando, cumprimentando as pessoas e o mundo inteiro parece estar imerso em sua alegria – tem até um passarinho de animação que pousa na mão dele enquanto os passantes na rua dançam de forma coreografada.

O grande problema de Tom é que a mulher por quem ele se apaixona – aquele que ele acredita ser A Garota – não acredita em amor, em relacionamentos nem quaisquer rótulos do tipo. E ele está, desde o começo, investindo em algo com um enorme potencial de partir seu coração.

Meu destaque vai para a irmã caçula do Tom, com suas palavras sábias e ações práticas e certas – como quando coloca o irmão para beber vodca após a grande desilusão; e para a trilha sonora, bastante alternativa, mas deliciosa.

E do verão para o outono... Sinceramente, melhor que ficar lendo meus comentários, – e antes que eu acabe não me agüentando e contando o final – você ganha mais indo assistir o filme. O que está esperando afinal?

Bons Costumes (Easy Virtues)



Noel Coward acaba de entrar na minha lista de autores que quero ler por causa desse filme – que é uma adaptação de uma peça dele.

A princípio, a história me lembrou Fofocas de Hollywood (Relative Values), filme de 2000, com a Julie Andrews e o Colin Firth (que também atua em Easy Virtues). Então, quando fui pesquisar, descobri que ambas eram baseadas em obras de Coward.

Pelos títulos originais das obras, já dá para pescar qual a seara de interesse do nosso amigo Noel – valores relativos e virtudes ‘fáceis’ (aqui, com uma conotação um pouco mais pejorativa que apenas a de simplicidade).

Ambas mostram o choque de culturas entre os Estados Unidos, o novo e promissor mundo (representado pela “aventureira americana” nos dois) e pela Inglaterra aristocrática (e decadente, visto que embora tenham títulos e terras, essa nobreza representada nas histórias está afundada em dívidas e vive apenas de aparências).

A grande diferença das duas é que, enquanto em Relative Values, nossa jovem noiva americana, a atriz Miranda, é uma embusteira de marca maior; em Easy Virtues, a esposa americana, Larita, é uma mulher inteligente e além de sua época – ela bate de encontro à hipocrisia e falsa moral da família do marido, mais jovem que ela.

O interessante é que, por mais sério e pesado que sejam os assuntos abordados na trama – e, a certa altura, há até uma discussão sobre eutanásia – em nenhum momento Easy Virtues perde a leveza, aquele humor meio cínico, irônico, que não parece se abalar com nada, típico dos ingleses.

A trilha sonora é um espetáculo à parte – estou apaixonada por ela, preciso dar um jeito de encontrá-la para baixar... Um bom par das canções é interpretada pelos próprios atores do filme, e o ritmo predominante é o jazz.

Além de tudo isso, o final me deixou surpresa – e, isso é um feito hoje em dia, porque a maior parte dos filmes que tem por aí, você pode dizer o meio e o final só de assistir aos créditos iniciais...

Recomendado também! Vá procurar para assistir! Lulu recomenda! Hohoho...

A Coruja

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Clube do filme


Agora que terminei de falar de Lua Nova, dei uma olhada de lado na minha bancada e me dei conta de que aquela longa lista dos livros que quero ler até o final do ano tem companhia...

Estou com uma pilha de DVD's para assistir aqui... Todos de filmes que eu estava ansiosíssima por ver no cinema mas que sabe-se lá porque diabos ainda não estrearam... Cansada de esperar, telefonei para meu fornecedor usual... e ele está gravando as coisas mais rápido do que posso assisti-las...

Estão aqui na fila as séries da BBC Emma, Northanger Abbey e Mansfield Park (Sense and Sensibility assisti semana passada), todas baseadas em obras de Jane Austen - o que me lembra que vi alguma coisa em algum lugar sobre Mr. Darcy Vampire.

Céus, onde o mundo vai parar... Bem, se há zumbis, porque não vampiros?

Depois os filmes... falando sério agora, perdi a conta; nem sei mais o que tem em cada DVD desses... mas sei que aqui no meio estão Easy Virtues (que eu estava arrancando os cabelos atrás e consegui por cortesia de Terencinho - obrigada, primo!), The Brothers Bloom (no Brasil, foi traduzido como "Os Vigaristas" ou algo assim) e 500 Days of Summer.

Esses três têm uma coisa em comum - a estréia deles estava prevista agora para o mês de novembro, mas por misteriosos motivos que não sei compreender (provavelmente para dar mais salas para Lua Nova e assim encher os bolsos da UCI de dinheiro), simplesmente não apareceram nos cinemas.

Eu tenho conferido as estréias quase todos os dias e, de verdade, não tem nem sombra deles...

De forma que não tive como não me render a meios escusos de adquiri-los. God save the Google.

É uma pena que filmes tão legais estejam sendo preteridos em prol daqueles que rendem mais... mas, bem, essa não é exatamente uma surpresa, não é? Lei de mercado, fazer o quê...

Depois que eu conseguir assistir os filmes e ler os livros, vocês serão assaltados por uma avalanche de resenhas, porque, além de tudo, sou uma pessoa muito opinativa que gosta de fazer comentários cretinos sobre tudo o que coloca as mãos.

Como vocês me agüentam?

Bem, deixa pra lá... Agora eu tenho realmente de voltar a estudar. Ou ler... Ou assistir alguma coisa dessa pilha... quem sabe? Acho que vou jogar cara ou coroa para decidir...

A Coruja

De histeria coletiva, técnicas de marketing e tanquinhos assim... quase uma Brastemp




Da Histeria Coletiva

Abro o jornal na sexta-feira e logo entre as manchetes principais do dia, há uma pequena nota sobre a pré-estréia de Lua Nova no dia anterior. Dizia a notícia que houve gente que passou até sete horas numa fila não para comprar os ingressos, mas para poder entrar na sala de cinema - os ingressos tinham sido vendidos antecipadamente obviamente (salvo engano, eles começaram a vender pelo menos um mês atrás).

Mais tarde, converso com a cunhada, com quem eu combinara de assistir o filme nesse fim de semana - o último antes dela começar a bateria de provas do vestibular. Nosso programa foi por água abaixo porque, aparentemente, os ingressos estavam esgotados até quinta-feira.

Lembro então de quando fomos assistir Crepúsculo ano passado. Assistimos na estréia, meu irmão foi junto, o cinema estava cheio (mas a gente comprou o ingresso no dia e não tinha nenhuma quilométrica fila...) e foi um dos programas mais divertidos que já fizemos em família.

Isso se deveu, é claro, às garotas histéricas que não podiam ver o Robert Pattinson que começavam a gritar. Uma hora, meu irmão se irritou, virou-se para gente e disse entre dentes "se não pode contra elas..." Depois disso, Felipe era quem gritava mais alto no cinema que amava Edward Cullen.

Eu tive que assistir o filme de novo, depois, para poder entender alguma coisa, porque na hora estávamos muito ocupados rindo de nos acabar de Felipe com vozinha de falsete e do pisca-pisca quebrado do Edward.

Técnicas de marketing

Não muito longe de casa, há uma concessionária de automóveis que vende, entre outras marcas, Volvo. Eu nunca tinha prestado muita atenção na concessionária antes - mas hoje, quando o carro parou no sinal, ficamos do lado da concessionária e mal relancei os olhos de lado...

Havia um Edward Cullen lá dentro.

Será que alguém já comprou um volvo prateado porque Edward dirige esse carro? Se é assim, quero um Bentley preto com rádio de fita cassete.

E se não entendeu a referência, vá ler Belas Maldições.

Tanquinhos, tanquinhos...

Obviamente que apesar da história dos ingressos esgotados, eu já dei um jeito de assistir Lua Nova. De uma forma geral, eu gostei do filme; era o que eu esperava de uma adaptação do livro em questão.

Faço apenas três observações acerca do assunto, porque tenho certeza que ainda tem muita gente que assistiu e é melhor que cada um forme seu próprio entendimento sobre o assunto. Da minha parte, digo que:

(1) atuações marcantes de Pattinson e Stewart. Eu não consigo me decidir se, na maior parte do tempo, Edward está com dor de barriga, enjoado com o cheiro da Bella ou sei lá o quê. E o que diabos é que a Bella revira tanto os olhos e faz careta quando pede um beijo?

Eu já disse antes quando comentei do trailer que aquela arqueada de sobrancelha dela era uma coisa esquisita. Agora o revirar de olhos meio vesgo... Ela faz isso na cena em que Jacob a salva de morrer afogada... e, pensando bem, também faz isso quando Edward suga o veneno de James no primeiro filme.

É sério, pode prestar atenção, is creepy.

(2) já disse isso antes, e bem mais de uma vez, mas vou repetir: para mim, uma boa adaptação não é aquela que segue vírgula por vírgula da obra adaptada, mas que conserva a essência da mesma. Nesse aspecto, eu aplaudo Lua Nova.

Faço apenas uma ressalva, e não sei se chega a ser exatamente uma crítica... Eu acho que teria sido legal se tivessem desenvolvido mais a parte em que Bella e Edward se reencontram em Volterra.

Essa cena, no livro, mostra Edward achando que morreu e foi para o céu, onde se reencontrou com Bella, enquanto ela tenta, desesperadamente convencê-lo de que é real e está viva - e, mais tarde, pelo contrário, ela acha que está sonhando quando o encontra em seu quarto, e Edward tenta convencê-la de que ela está acordada e que ele não vai mais deixá-la.

No filme, ela praticamente voa para cima dela, e quase de imediato eles já estão novamente trocando juras de amor e ela acredita que ele nunca deixou de amá-la e blá, blá, blá...

Tudo bem que desenvolver essa parte acrescentaria mais meia hora de filme (no mínimo), mas teria ficado melhor retratar essa insegurança dos dois... fora que tem a epifania da Bella, cena em que morri de dar gargalhada quando lia o livro.

"Oh, eu entendo agora... você me ama"

*Não diga... só agora você percebeu? Bate a cabeça na árvore, Bella*


(3) A parte mais legal, que me deixou de boca aberta e ansiosa pela terceira parte da saga foi os lobos. Os efeitos especiais estão muito bons, não apenas os lobos parecem bastante críveis, como a própria transformação deles é... uau!

Bem diferente dos lobos de Underworld... Digo isso porque assisti o segundo Anjos da Noite esse fim de semana e a comparação me veio de imediato quando estava assistindo Lua Nova

Falando em Underworld, alguém mais acha divertido o fato de que o lobo máximo Lucian seja o vampirão Aro... e também, em outras encarnações, o primeiro-ministro Tony Blair e o jornalista David Frost?

Acho Michael Sheen um ator incrível, realmente.

Mas eu não quero falar do Aro ou dos Volturi, porque eles não me deixaram uma impressão tão grande quanto a dos lobos. A verdade é que o Taylor Lautner roubou completamente a cena - e isso me surpreendeu.

Eu gostei da atuação dele - Taylor realmente deu vida ao Jacob, a personalidade aberta, alegre, brincalhona e às vezes meio sem noção do Jacob original do livro. Ele ficou especialmente bem depois de dar fim àquele cabelão meio esquisito...

Na verdade, o alcatéia, como um todo, foi divertida de ver - e esse é um dos motivos de querer que Eclipse venha logo, porque o terceiro volume da saga traz um desenvolvimento maior dos personagens quileutes, até mesmo com seu envolvimento com os Cullen.

Só fica, nessa história toda, uma única dúvida... Aquela barriga dos lobos é natural ou eles também tiveram um retoque do Departamento de Computação Gráfica? Putz, dá para contar pacotinhos de músculo nos peitorais dos caras!

Tenho certeza que muitas garotas debandaram para o Time Jacob na esperança de lavar roupa naquele tanquinho....

Ok, e esse foi um comentário cretino. Mas eu sei que vocês amam meus comentários cretinos! É só por isso que vocês sempre voltam... huahuahuahuahua...

Agora, Lulu está indo estudar. Hasta la vista!

A Coruja

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Clube do Livro: novembro


Deus e o mundo sabem que nada me deixa mais feliz que livros... exceto, talvez, por chocolate. Ontem chegou mais uma caixa de encomendas - aproveitei a promoção que a Submarino fez por esses dias, de 10.000 livros por dez reais e fiz a festa - e, por curiosidade, eu decidi fazer um inventário dos livros que tenho por ler e que estão se acumulando sobre a minha bancada, tirando da lista os livros de Direito que tenho de ler para estudo/monografia.

Fiquei passada com os números... estou acumulando livros desde antes do meu aniversário e, se li um bocado, também deixei um bocado de lado, ao mesmo tempo em que continuava adquirindo mais e mais volumes.

O que significa que vou deletar todos os emails que me chegarem de promoções com livros até colocar toda minha leitura em dia. Normalmente, sou uma pessoa bastante econômica (minha mãe diria "pão-dura"), mas, aparentemente, livros são o suficiente para despertar em mim uma compradora compulsiva.

Há duas peças de Shakespeare na lista - um dos meus objetivos de vida é ler toda a obra de Shakespeare antes de morrer - Tito Andrônico e Júlio César, que vieram junto com Noturno, de Chuck Hogan e Guillerme Del Toro - livro esse que comprei porque trata de vampiros, terrorismo, fim do mundo e tem o Del Toro com argumentista.

Dos que ganhei de aniversário, ainda não pude mexer em 1808, de Laurentino Gomes, nem em História do Brasil, de Boris Fausto. O Tratado sobre a tolerância, de Voltaire, está em mais da metade. Se eu me sentar com ele mais uma vez, em uma, duas horas, eu termino.

Tem os livros que comprei na Bienal também... Um baile de máscaras e outros contos de Alexandre Dumas é o que está na vez agora e eu estou há quinze dias tentando me sentar para ler o último conto. Depois dele, tem O silêncio branco e outros contos, do Jack London, A Ilha do Tesouro de Stevenson, Ambrose Bierce e a Dama das Espadas, de Oakley Hall (que comprei para usar como inspiraão para Ases... Mas que, à medida que comecei a ler, descobri que não tinha nada a ver...), O 18 brumário de Luís Bonaparte de Karl Marx (que queria ler desde meu primeiro ano na faculdade de jornalismo, quando descobri sobre sua existência num trabalho acerca de... folhetins), as Bucólicas de Virgílio (esse é culpa de Dante) e Histórias de Trancoso, de Gonçalo Fernandes Trancoso.

No dia das bruxas, a Saraiva fez uma promoção que me fez comprar O Mundo de Sofia, de Jostein Gaardner e, desde que esse volume chegou, sinto minhas mãos coçando de expectativa. Faz muito tempo desde que li esse livro pela primeira vez e ele deixou uma grande impressão em mim à época.

Aliás, foi por causa de O Mundo de Sofia que li Fausto de Goethe pela primeira vez... E, qualquer dia desses, eu explico a importância de Fausto na história dos meus dias de faculdade (eu me sinto uma velha falando assim...).

Dessa mesma compra, estou esperando chegar ainda The Folklore of the Discworld, cuja previsão de chegada é de 19 semanas... aff... além de dois volumes de Umberto Eco (um dos grandes amores da minha vida literária): Apocalíptcos e Integrados e Tratado Geral da Semiótica e o terceiro e quarto volumes da coleção Vampire Diaries

O fato de ter deixado jornalismo não afetou meu interesse pelo estudo da teoria da comunicação. Barthes está na minha lista para o futuro...

Aí, ontem, chegaram mais três volumes de Voltaire - Questões sobre os milagres, Conselhos a um jornalista e Cartas filosóficas, além de Escritos de política, do Benjamin Constant e dois do Nick Hornby, Alta fidelidade e Um grande garoto.

Em termos de filósofos, Voltaire é meu favorito, sem dúvida. Em primeiro lugar, ele escreve de forma simples, sem grandes e absurdos floreios e, acima de tudo, com um humor ferino simplesmente delicioso. Sou apaixonada pelas obras dele desde Cândido, história com a qual dei muitas gargalhadas... Não bastasse isso, Voltaire é o filósofo da tolerância por excelência - a maior parte de seus livros traz essa questão em seu bojo.

Assim como ainda gosto de teoria da comunicação, do meu primeiro ano de jornalismo, também devoro teoria política, que tive no primeiro ano de direito. Bem verdade, um dos meus próximos objetivos de vida é fazer mestrado em ciência política. Isso explica a presença do Constant...

Por fim, o Hornby entrou de gaiato na minha última 'lista de compras' porque, embora eu já tivesse ouvido muito falar dele - alguns amigos o têm como 'autor de cabeceira' - e até assistido filmes inspirados em seus livros... eu nunca tinha lido nenhum. Então, quando os vi na promoção, disse com meus botões: "é hoje..."

E, agora me lembro, deve chegar por esses dias mais dois volumes da Julia Quinn que encomendei na promoção do começo de outubro (sete semanas de espera...) - The Duke and I e How to Marry a Marquis. Cacete, do meu aniversário para cá, eu comprei e li pelo menos uns sete livros da Quinn... Fora os que li no computador...

Enfim, ao terminar meu inventário, fiz uma nova resolução interna... vou dar jeito de ler tudo isso antes do final do ano. Ou, pelo menos, a maior parte. Vários deles são volumes pequenos, do tipo que se lê numa tarde; outros tantos, eu comecei a ler e, por um motivo ou outro, tive que parar e acabei depois passando outro na frente...

Percebi também que minha lista tem de tudo... Exceto auto-ajuda (mas se tivesse auto-ajuda, eu me jogava da janela)... e biografia. Há uma pá de livros técnicos, passando do estudo da linguagem para o da política e filosofia, misturados a romances policiais do século XIX e romances açucarados do seculo XIX, fantasia, folclore, história, teatro, vampiros e até um poeta romano.

Talvez eu devesse arranjar uma vida social... ou não, hehe...

Ah, sim, tenhos alguns avisos, recados e convites a fazer... Primeiro, para aqueles que moram em BH, semana que vem começa a exposição Batman 70 anos: uma homenagem. Na abertura, teremos uma palestra da Ana (aewwwww!!!!), cuja tese de mestrado (em psicologia) foi sobre a evolução da concepção de justiça nos quadrinhos de Batman.

E vocês acharam que eu era doida...

Photobucket


Exposição Batman 70 anos: uma homenagem
Palestra de abertura
Data: 24 de novembro de 2009
Horário: 19h
Local: Teatro da Biblioteca (Praça da Liberdade, 21)

Além disso, para quem mora no Recife e, como eu, planejava assistir Lua Nova no fim de semana (no meu caso, especificamente, para morrer de rir - conto depois a cômica história de como foi assistir Crepúsculo ano passado), saibam que os ingressos estão ESGOTADOS ATÉ QUINTA.

Sem comentários... falo disso depois que assistir o filme...

Por fim, já que estamos no assunto, a Ana pediu para avisar aos leitores de ND que voltamos ao normal esse final de semana, pegando carona na empolgação da estréia.

E, por hoje, acho que é só. Deixa eu ir trabalhar...
A Coruja